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Mariana Volker e a canção do amor perfeito

Essa eu estava devendo faz tempo, no último ano falei da partida para o voo solo da querida Mariana Volker, e olha que essa viagem está rendendo.
Assisti esses dias ao clipe ‘Canção do Amor Perfeito‘ 1º single do seu EP e fiquei alucinada com o que vi: qualidade musical, letra interessante e bela fotografia. Nem comecei ainda e Mariana Volker já merece a nossa estrelinha. E não é que ela está mesmo levando à sério a carreira de cantora? Não que eu tivesse dúvidas, mas em pouco tempo ela está deslanchando. Ela repaginou o visual, montou um site homônimo ao seu nome, gravou esse lindo clipe e como você pode conferir em seu site a artista tem tido bastante trabalho.

Mariana Volker - Divulgação

Mariana Volker – Divulgação

Quando mencionei a Mariana aqui no Casa, ano passado, por mais talento que ela tivesse, ainda me parecia uma flor a espera do desabrochar, hoje ela demonstra amadurecimento, visível em seu trabalho. Mariana, diz não ter uma influência ou referência direta. “Ando bebendo  muito da água da Tropicália, do blues, do jazz e da bossa nova. E do rock n’ roll, claro… São tanta fontes!”

Para ela a música é a arte com a qual ela mais consegue se expressar, é uma necessidade mesmo, por isso, impossível parar, diz Mariana. Ainda assim, seguir carreira solo não foi fácil, em 2011 com o término da saudosa Unidade Imaginária, banda em que Mariana foi vocalista, foi um baque. “Me senti um pouco perdida, até fiquei alguns meses sem cantar e sem produzir qualquer tipo de música, vivendo um luto pelo término daquele trabalho que durou 7 anos. Mas em pouco tempo me dei conta de que seria impossível viver sem isso.” conclui.

Sua carreira está tão promissora, que até do Rock in Rio deste ano ela participou. “Foi um momento muito importante pra mim, como experiência e também como possibilidade de contatos, além de ter a oportunidade de tocar com uma banda incrível” revela.

Numa entrevista exclusiva Mariana nos conta mais sobre o seu trabalho e essa mudança na carreira.

CL – Como e quando resolveu seguir carreira apenas como Mariana Volker? Fale um pouco do seu novo trabalho.

MV – Em 2011 mesmo, comecei um processo de busca por um novo repertório, compus coisas novas, fui buscar outras sonoridades e parceiros de composição. Acabei conseguindo traduzir minha identidade como artista solo, singular e, não mais como um grupo. Sinceramente, no começo achei que não fosse dar conta. Não por um lado emocional, mas pela quantidade de coisas que tenho que decidir e coordenar sozinha. Sem falar na questão financeira… quando decidi que investiria na música, saí do meu emprego fixo e comecei a freelar para ter tempo e dinheiro para me dedicar à carreira solo. Agora, finalmente passado esse primeiro momento de estruturar tudo, montar a banda nova e fechar o repertório, posso dizer que estou mais tranquila. O momento é de botar a cara na rua e fazer bastante shows! E lançar o meu novo EP que acabou de sair do forno, produzido pelo Liminha.

CL – Sua parceria com o produtor Liminha, considerado um dos maiores artistas da música brasileira rendeu a regravação do seu disco, o que mais essa combinação promete?

MV – Se eu soubesse eu juro que contava. Brincadeira! Liminha sempre me ajudou muito e é quase um “mentor” do meu trabalho. Se eu pudesse, trabalharia come ele pra sempre.

CL – Você mudou o seu visual, suas madeixas estão acobreadas. A nova imagem tem a ver com a nova fase na carreira?  (antes, Mariana tinha cabelo escuro)

MV – Eu queria ficar ruiva desde 2008, mas me faltava coragem. Talvez o término da banda tenha me animado a fazer essa mudança radical. Também devo essa mudança a uma amiga cabeleireira, Évora Andrade, que comprou a briga pela mudança de cor e me ajudou a encontrar o tom certo.

CL – Em março deste ano foi lançado o primeiro clipe da sua carreira solo, “Canção do Amor Perfeito” e já estreou no Multishow. Qual a expectativa sobre esse trabalho?

MV – Esse primeiro clipe, “Canção do Amor Perfeito” foi lançado como um “aperitivo” do novo trabalho. Ele foi feito de uma forma experimental, mas gostei do resultado. Fiquei muito feliz quando começou a passar no Multishow, mas vem coisas novas por aí. Agora já estou com outras ideias…

CL – O quanto você participou na produção do clipe  “Canção do Amor Perfeito”?

MV – Participei de boa parte da criação, com ideias e muitas referências. Conversei muito com a Fernanda Teixeira (diretora do clipe) e com amigos que trabalham com arte. A gente ia tendo ideias loucas, escrevendo, foi um processo bem coletivo. O meu irmão, que é artista plástico, por exemplo, fez a saia de tintas pra mim, para a cena onde apareço pintando no meio do gramado.

CL – O autoral no seu trabalho é muito forte. Você sempre gostou de escrever as letras e musica-las conforme as suas necessidades? Diria que você tem alma de poeta, concorda? 

MV – Sempre gostei de escrever letras, mas a minha produção de texto não é nada rápida. E o meu maior barato no processo de composição é de criar melodias em cima das letras. Por isso, acabo trabalhando muito com parceiros letristas. Às vezes, componho no piano, que é meu instrumento principal e às vezes no violão. Gosto de ler a letra e ir procurando ritmos, ir transformando as palavras em melodias que traduzam o que aquela palavra quis dizer. Parece meio doido, mas eu acho mais natural do que começar a compor pela melodia e harmonia como muitos fazem e, depois encaixar uma letra.

CL – Você foi uma das backing vocals a participar da Homenagem ao Cazuza no Rock in Rio deste ano. Como se preparou para o evento?

MV – Ficamos duas semanas ensaiando direto no estúdio Nas Nuvens, apesar de parecer que foi farra, foi trabalho pesado. No dia seguinte ao show, eu dormi umas 12 horas seguidas.

CL – Qual a sensação de subir ao palco do Rock in Rio?

MV – Não tem palavras que descreva tão bem a sensação de subir naquele palco. É mágico,  é indescritível. Me senti muito grata por estar ali, o tempo todo.

CL – Você cantou ao lado de lendas vivas do rock brasileiro como Paulo Miklos e Frejat, além dos jovens cantores reconhecidos como Maria Gadú, Bebel Gilberto e Rogério Flausino. Ney Matogrosso emocionou o público. Como foi cantar Cazuza e no mesmo palco que essa galera aí?

MV – Foi uma grande experiência ver de perto esses artistas consagrados em ação! Todos me emocionaram muito, mas quando o Ney cantou “Codinome Beija-flor” eu chorei, fiquei em transe.

CL – Que música do Cazuza te arrebatou no show ou na vida?

MV – Acho que Brasil, Down em mim e Todo amor que houver nessa vida (que inclusive já fiz uma versão no piano e voz no Nas Nuvens).

Mariana Volker - Divulgação

Mariana Volker – Divulgação

Depois disso tudo ficamos ansiosos para ver a Mari aqui em São Paulo, o que pode demorar um pouquinho porque essa logística toda tem custo elevado, mas ela promete que assim que lançar o EP, irá se organizar melhor para ir a outros lugares, além do Rio de Janeiro, local onde vive e atua hoje. “Mesmo que seja de forma compacta, com uma banda reduzida” afirma a cantora.

Com esse trabalho, ela acredita que conseguiu traduzir muito bem o momento que está vivendo, as suas questões atuais. Agora, o que Mariana espera alcançar como artista é “tocar de alguma forma as pessoas”, por esse motivo, o Casa da Lola agradece toda essa sensibilidade artística, codinome Mariana Volker!

Por Valéria Silva

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Publicado às 28 de novembro de 2013 por em Sala e marcado , , , , , .

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