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Cultura, lazer y otras pequeñas cosas

Dolce far niente – doçura de não fazer nada

O filme Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) lançado em 2010 é uma espécie de terapia ocular e um estimulador ardente a novas expectativas pra vida. Dirigido e produzido por Ryan Murphy e filmado na Itália, Índia e Indonésia o drama aborda a viagem da escritora Liz Gilbert, interpretada por Julia Roberts em busca de um caminho, uma luz pra sua vida.

Cena do filme Comer Rezar Amar

Cena do filme Comer Rezar Amar

O roteiro, baseado no livro de memórias de Elizabeth Gilbert foi escrito por Murphy em parceria com Jennifer Salt com quem já havia trabalhado no seriado Nip/Tuck da FOX e ainda teve participação de Gilbert à medida que os roteiristas a consultavam para esclarecer dúvidas. Alguns críticos dizem que o filme ilustrou bem o livro e outros nem tanto, em minha humilde opinião (de quem não leu o livro) as filmagens foram suficientes para entender o espírito das coisas e vamos combinar que em adaptações de livros para as telonas sempre se perde alguma coisa e nunca agrada a gregos e troianos ao mesmo tempo. No fim, quase sempre um tiro no escuro.
Dito isso, Julia Roberts me pareceu bem à vontade na pele de Liz, ela ficou muito bem em cena, numa presença que chama a atenção e o filme só ressaltou a beleza e o talento da atriz. O figurino da personagem inclusive retrata bem a fase e os lugares pelos quais esteve: Nova York, Itália, Índia e Bali na Indonésia. Falando em lugares, simplesmente extraordinários, nos quais rodaram as filmagens – a chegada de Liz a Roma, a cabana em Bali, tudo paradisíaco.

Cena de Liz e Felipe interpretados por Julia Roberts e Javier Bardem

Cena de Liz e Felipe interpretados por Julia Roberts e Javier Bardem

Quanto à trilha sonora, houve canções nas vozes dos brasileiros Bebel e João Gilberto, creio eu dada a presença de um personagem brasileiro na trama chamado Felipe e interpretado por ninguém menos que o caliente Javier Bardem. Mas há músicas de outros cantores conhecidos, como Eddie Vedder e Marvin Gaye também.
Um dos pontos mais interessantes do filme é quando Liz na Itália descobre a doçura de não fazer nada, ou seja, Dolce Far Niente. A jornada de Elizabeth faz mais sentido ainda, e digo isso sem ressalvas, quando ela interage com outro personagem masculino além de Felipe, David vivido por James Franco (meu preferido sempre) talentoso colírio.

Cena de Liz em Bali

Cena de Liz em Bali

Desde o seu lançamento o filme chamou a minha atenção, primeiramente pelo título e em seguida pelas diversas sinopses e trailers espalhados por aí. Finalmente tomei por missão comprar o DVD e sucumbir à obra. Acompanhar a saga de Elizabeth pareceu-me, acompanhar a jornada que eu sempre quis ter no sentido literal da palavra e ainda não pude concretizar. O abandono a tudo que prende, que entrava e impede uma pessoa de alçar voos maiores e se autoconhecer soa bem aos ouvidos de muita gente, então o filme meio que proporcionou isso, quando o assisti. A peregrinação é longa, mas o filme se torna uma porta de entrada para emoções que no dia a dia esquecemo-nos de viver e questionamentos que não nos lembramos de fazer. Somos convidados a sonhar sonhos esquecidos, desejos muitas vezes latentes e necessidades pungentes que preferimos não dar ouvidos.
Como podem ver o filme vale a pena! Assistam, e se tiverem mais tempo que eu, leiam o livro.

Bjs,

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Publicado às 11 de setembro de 2013 por em Sala e marcado , , , , .

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