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Dia do cinema brasileiro

Olá, é hora de falar sobre um dos meus assuntos favoritos: hoje é dia do cinema brasileiro.

Mais de cem anos se passaram desde que o cinema chegou ao Brasil. Após a primeira projeção de cinema em Paris, o cinematógrafo dos irmãos Lumière desembarcou no Rio de Janeiro. A primeira sessão foi exibida em 1896 utilizando o Omniographo.

Em 1897 foi inaugurada a primeira sala de exibição pelo empresário italiano Pascoal Segreto, que juntamente com seu irmão passa a registrar com uma câmera Lumièr acontecimentos históricos importantes e aspectos da cidade do Rio de Janeiro. Somente em 1898 as primeiras exibições cinematográficas chegaram a São Paulo.

Nos anos 30 surgiram as primeiras empresas cinematográficas, produtoras de filmes do gênero chanchada, mas o desenvolvimento do cinema nacional aconteceu de fato com o Cinema Novo na década de 1960. Você já deve ter assistido, ou, ouvido falar do filme “O pagador de promessas” (muito bom por sinal) do diretor Anselmo Duarte. A película recebeu a Palma de Ouro em Cannes.

Outra película de destaque foi “Deus e o diabo na terra do sol” do diretor Glauber Rocha. A produção retrata a vida real e é uma crítica à realidade e aos problemas sociais que a envolve.

Pulando para a década de 1970, o cinema brasileiro alcançou popularidade graças à Embrafilme. As telas brasileiras exibiam comédias eróticas e aventuras infanto-juvenis para entreter o público.

Logo, os chamados pornochanchadas iniciaram uma produção massiva. Lembra-se de “Dona Flor e seus dois maridos”? Foi a maior bilheteria da época. O filme adaptado do romance homônimo de Jorge Amado e dirigido por Bruno Barreto superou as expectativas, deixando em segundo lugar “A dama da lotação” de 1978.

Durante a década de 1980 a trupe “Os Trapalhões” dominaram as bilheterias brasileiras, não deixando qualquer resquício de dúvidas, com seus filmes liderando as três maiores bilheterias da época.

Na década de 1990 a rainha dos baixinhos imperou: Lua de Cristal levou aos cinemas 4.980.000 de espectadores, com Xuxa Meneghel dirigida por Tizuka Yamazaki.

Nos anos 2000 o cinema nacional foi oxigenado e os filmes mais assistidos foram “Carandiru” (2003), “Dois filhos de Francisco” (2005), “Se eu fosse você 2” (2009) e “Tropa de Elite 2: o inimigo agora é outro” com roteiro e direção de José Padilha. Este último foi o filme mais visto da história do cinema brasileiro com 11 milhões de espectadores, marca que não era superada desde 1976 quando o filme “Dona Flor e seus dois maridos” obteve 10.730 milhões.

Vale pontuar alguns diretores de destaque do nosso cinema: Carlos Manga (Nem Sansão nem Dalila – 1955), Ruy Guerra (Os cafajestes – 1962), Amacio Mazzaropi (As aventuras de Pedro Malazarte – 1960), José Mojica Marins (Esta noite encarnarei no teu cadáver – 1967), Rogério Sganzerla (O bandido da luz vermelha – 1968), José Fortunado (Ilha das flores – 1990) entre outros.

Se você curtiu saber um pouco sobre a história do cinema brasileiro e gostaria de saber um pouco mais sobre o assunto, vale a pena ler alguns títulos.

Abaixo, algumas recomendações indicadas pelos produtores culturais Careimi e Pavan.

– Os grandes personagens do cinema Brasileiro (1930-1959), Eduardo Giffoni Florido, Rio de Janeiro: Fraiha, 1999.

– Caminhos e descaminhos do cinema paulista, a década de 50, Máximo Barro, São Paulo: Editora do autor, 1997.

– Filmusical brasileiro e chanchada, Rudolf Piper, São Paulo: Global, 1977.

– Burguesia e cinema: o caso Vera Cruz, Maria Rita Galvão, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.

– Cinema de Invenção, Jairo Ferreira, São Paulo: Max Limonad, 1986.

– O século do cinema, Glauber Rocha, Rio de Janeiro: Alhambra/Embrafilme, 1983.

– Nossa aventura na tela, Carlos Roberto de Souza, São Paulo: Cultura Editores Associados, 1998.

– Brasil em tempo de cinema, Jean-Claude Bernardet, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.

– Cinema Marginal, Fernão Ramos, São Paulo: Brasiliense/Embrafilme, 1987.

– História Ilustrada dos filmes brasileiros (1929-1988), Salvyano Cavalcanti de Paiva, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1989.

– A Primeira Sessão de Cinema em São Paulo, Máximo Barro, Ed. Tanz, 1996.

– Dicionário de Filmes Brasileiros, Antonio Leão da Silva Neto, IBAC, 2009.

– Coleção aplauso cinema brasil, títulos diversos dedicados a diretores, atores e outros profissionais, São Paulo: Imprensa Oficial.

Espero que tenham gostado!

Fica a dica.

bjs

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